Um quadro esboçado
Com meus traços ilustrado
Largada ao meu modo
Jaz minha silhueta apoiada
Numa cerca de mogno
Na boca, uma palha mastigada
Tudo o que escolhi, vivi
Tudo o que sei, aprendi
Onde errei, sofri
Quem magoei, perdi
Nada resta, só a mim
Só soube encerrar ao destruir
Pois com vestígios de qualquer esperança
Estive inquieta até para dormir
O tanto que senti
Quão mesmo me arrependi
Competem entre si
Sobre qual vai mais me ferir
Assim me reconheço
Quando ao nada contemplo
Num futuro não tão distante
Até posso palpar
Minha face cansada
Que reflete o coração incapaz de amar
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