Eu não sei mais como começar o mesmo discurso novamente.
Eu tentei... eu quis mudar, não ser quem eu sou. Eu tentei fingir ser outro alguém, gostar de outras coisas, apenas para te agradar.
Eu fugi por tanto tempo tentando te agradar, eu fiz coisas das quais não me orgulho tentando me punir por não ser quem você sonhou.
Eu não estou vivendo seu sonho, entende? Eu estou vivendo o meu e ele é totalmente o contrário do seu, mas você me faz desejar poder desistir de tudo apenas para te ver feliz.
Eu não quero deixar pra trás tudo o que eu construí e tudo o que sou. Eu não quero ignorar o que eu quero. Eu não suporto a ideia de desistir, de não tentar, de não insistir. Ao olhar pra você, ao suportar o seu olhar de reprovação, de desapontamento e de mágoa, uma faca fura o meu peito, tão lenta e dolorosamente que eu me sinto tentada a me entregar a essa dor e simplesmente desistir.
Eu sinto tanto por você, um misto de amor, tristeza e esperança, algumas horas eu chego a transbordar e perder minha razão. Você sempre sabe como me machucar e parece que não exita nas palavras que vai usar ou com o que ou quem vai me atingir dessa vez.
Sabe que o problema é te amar? Se eu não te amasse tanto eu não sofreria dessa forma. Eu poderia ignorar. Eu simplesmente não consigo mudar e não consigo deixar de sentir.
domingo, 22 de março de 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
Abstrato
Eu não sei o que sinto, eu não sei porque sinto e eu não sei evitar sentir.
Queria desaparecer, não ser, não estar, não ver, não sentir.
Eu não posso voltar atrás pra consertar meus erros, mas talvez eu possa mudar meu futuro. Mudar meu eu.
Não sei se vou poder aquietar tanta dor dentro de um peito que explode o tempo todo, nem sei se vou suportar uma mente que não tem paz e não consegue se acalmar. Eu não sei por quanto tempo vou suportar respirar e ignorar que isso não vai passar, mesmo isso sendo... nada.
Apenas cheia de nada, ou explodindo de vazio, esse nada que dói, esse vazio que sufoca, isso não deveria existir pois não faz o menor sentido.
Um sofrimento que não tem nome ou razão, que não tem tamanho ou peso, parece doer mais do que a realidade onde podemos nos conformar.
Esse sofrimento seria devido à realidade ou à fantasia? Se não há um motivo, fato, nome ou cor, seria este apenas fruto da ilusão ou desilusão?
Ainda não compreendo, não consigo encontrar uma razão para o hábito de conseguir sentir-se bem e simplesmente deixar para lá, superar ou não sentir esse nada.
Não sofrer. Não se magoar. Não se iludir. Não se deixar levar. Não ser conquistado. Não sentir.
Sofrer. Se magoar. Se iludir. Se deixar levar. Ser conquistado. Superar... Sentir.
Como encarar qualquer um desses submundos e continuar de pé? De qualquer forma o que vem no final é este vazio. Esse nada. E isso faz sofrer cedo, tarde ou o tempo todo.
Queria desaparecer, não ser, não estar, não ver, não sentir.
Eu não posso voltar atrás pra consertar meus erros, mas talvez eu possa mudar meu futuro. Mudar meu eu.
Não sei se vou poder aquietar tanta dor dentro de um peito que explode o tempo todo, nem sei se vou suportar uma mente que não tem paz e não consegue se acalmar. Eu não sei por quanto tempo vou suportar respirar e ignorar que isso não vai passar, mesmo isso sendo... nada.
Apenas cheia de nada, ou explodindo de vazio, esse nada que dói, esse vazio que sufoca, isso não deveria existir pois não faz o menor sentido.
Um sofrimento que não tem nome ou razão, que não tem tamanho ou peso, parece doer mais do que a realidade onde podemos nos conformar.
Esse sofrimento seria devido à realidade ou à fantasia? Se não há um motivo, fato, nome ou cor, seria este apenas fruto da ilusão ou desilusão?
Ainda não compreendo, não consigo encontrar uma razão para o hábito de conseguir sentir-se bem e simplesmente deixar para lá, superar ou não sentir esse nada.
Não sofrer. Não se magoar. Não se iludir. Não se deixar levar. Não ser conquistado. Não sentir.
Sofrer. Se magoar. Se iludir. Se deixar levar. Ser conquistado. Superar... Sentir.
Como encarar qualquer um desses submundos e continuar de pé? De qualquer forma o que vem no final é este vazio. Esse nada. E isso faz sofrer cedo, tarde ou o tempo todo.
A morte tão próxima
Eu senti que iria morrer. Naquela hora, eu senti na pele. Nada era confirmado, o tempo decidiria. A qualquer momento, sem ter escolha, sem poder dizer adeus. Seria algo precoce e frio, que não me mataria apenas, mas esvaziaria muitos corações. Não por me amarem tanto assim, mas por verem de perto algo assim.
Eu tive medo. De apenas deixar que isso tomasse conta de mim sem poder fazer nada, lutar contra. De não acordar para viver outro dia ou não poder encerrar o hoje. Foi como se meu destino estivesse sido traçado em uma linha direta ao fim.
Com esse medo eu encerrei noites, comecei dias e estou aqui até hoje. Ele nunca desapareceu, nem a questão de ser inevitável. Às vezes esse medo me consome e tudo parece tão frágil, é como se eu estivesse vencendo minhas últimas lutas. Eu morro de medo de saber da decisão. O tempo voou.
Eu tive medo. De apenas deixar que isso tomasse conta de mim sem poder fazer nada, lutar contra. De não acordar para viver outro dia ou não poder encerrar o hoje. Foi como se meu destino estivesse sido traçado em uma linha direta ao fim.
Com esse medo eu encerrei noites, comecei dias e estou aqui até hoje. Ele nunca desapareceu, nem a questão de ser inevitável. Às vezes esse medo me consome e tudo parece tão frágil, é como se eu estivesse vencendo minhas últimas lutas. Eu morro de medo de saber da decisão. O tempo voou.
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