Às vezes - como agora - eu me sinto um lixo. Mas aí eu me isolo no meu mundo, ponho uma música que eu gosto e converso com algum amigo. Às vezes sem perceberem, me dão tantas palavras que acabam com esse mal sentimento, fazem com que eu me sinta bem e útil novamente. Eles não sabem de 1 décimo da minha dor, não que minha dor fosse gigante, mas eu não gosto de demonstrá-la ou deixar que percebam. Um sorriso - como me ensinaram-, não um sorriso falso, mas um verdadeiro, faz com essa dor desapareça.
E sabe, esses amigos nem sempre são os mais presentes. Mas eles estão ali, as conversas fluem, nos divertimos.
E eu esqueço desse lixo que sou ou que me sinto, às vezes só por espiar para o céu, lembrar de alguma frase de livro ou um sorriso, geralmente, o sorriso que eu ainda não pude ver.
A dor está se dissipando, todas as palavras que eu escutei foram esquecidas...
Eu tenho coisas boas pra pensar, uma pessoa que me faz sorrir e esquecer do mundo, que me faz sentir mais do que uma gota no oceano.
Eu ainda choro antes de dormir. Me sinto novamente uma criança, como se aquela inocência voltasse e no escuro as sombras pudessem me ferir. Eu ainda tenho buracos e buracos no peito, feridas que não querem cicatrizam, memórias que voltam a tona quando eu estou sozinha. E às vezes isso parece ser maior do que eu, mesmo não sendo.
Eu não acho que a vida é difícil. Nós podemos ser felizes, podemos superar tudo o que nos acontece. Basta acreditar, vamos conseguir ficar de pé. Basta sorrir de verdade e confiar que vamos ser felizes.